Circo brusquense reserva parte da bilheteria para Lar Sagrada Família
Um empreendimento genuinamente brusquense. O mundo da magia, que encanta crianças e adultos, sempre foi o sonho de Luiz Carminatti, empresário do setor de material de construção. Ele destaca que, ainda com 9 anos de idade, tinha um bom relacionamento com animais. Luiz é do interior, de uma família simples e a lida no campo fazia parte do dia a dia.
Para lidar com bois, e não tendo força suficiente para colocar a canga sobre eles, Luiz adotou a estratégia de tentar alimentar os animais com aipim. Ao abaixarem, o menino colocava o equipamento sobre os bichos. Com o passar do tempo, os animais chegavam próximo a ele e se ajoelhavam sozinhos.
O menino foi tomando gosto pela coisa e sempre assistia algo na TV relacionado a animais. "E gostava muito", relembra Luiz. Um dia ele estava assistindo ao programa da Eliana, no SBT, quando viu o futuro parceiro, Álvaro de Oliveira, fazendo uma apresentação com cachorros. Eles andando de bicicleta.
Luiz, por gostar muito de adestramento, fez um curso na Rússia. Em certa oportunidade, um amigo falou que, vendo o hobby do empresário, indicou um outro amigo que há muito tempo trabalhava no Parque Beto Carreiro e que naquela oportunidade morava em Gaspar. Ao chegar na casa do tal amigo do amigo, ele se deparou com Álvaro. Ali nasceu uma grande amizade. "Como o mundo é pequeno. Nunca imaginei que iria trabalhar com ele (Álvaro)", destacou o empresário.
Luiz, então, fez a proposta de montar um circo, com o intuito de realizar um sonho de infância. Depois de muita insistência, Álvaro aceitou o desafio e permanece à frente do empreendimento, como diretor do Olliver Carminatti Circos. A inauguração será sexta-feira (4), às 20 horas, no pátio do pavilhão da Fenarreco.
O destaque é ‘Globo da Morte", que tem cinco motos, sendo duas conduzidas por mulheres. "Eu sinto que o circo tem essa magia de fabricar sorrisos", destaca Luiz, que se diz orgulhoso de ter o primeiro circo nascido no Vale do Itajaí.
Luiz, sendo o fundador do Lar Sagrada Família e, sabendo da realidade do abrigo, fala que quando montou o empreendimento pensou em torná-lo uma fonte de renda alternativa para a entidade.
"5% da bilheteria do circo será sempre revertida para o Lar", enfatizou Luiz Carminatti.


